Um dos factores em que o Sporting tem crescido nos últimos anos, e de ano para ano, é no ataque ao mercado e nas opções tomadas para garantir as melhores opções para os seus treinadores. Desde Leonardo Jardim, que coitado teve pouco, temos conseguido posicionar-nos cada vez melhor no ataque às transferências e a conseguir opções que muitos achavam simplesmente impossíveis há três anos.

Se quando Leonardo Jardim chegou ao Sporting me dissessem que ia ver Alberto Aquilani, Bryan Rui, Nani e Teo a jogar de verde e branco, não acreditaria. Se me dissessem que teria jogadores da Premier League, como Coates, a chegar ao nosso clube, diria que estavam loucos e que nunca na vida conseguiríamos pagar tais ordenados. Mas a verdade é que temos crescido a olhos vistos nessa vertente, sem que isso implique necessariamente gastar dinheiro que não temos.  A cada ano que passa, os jogadores associados são melhores e parecem apresentar mais garantias, bem como os que chegam. Se depois rendem o esperado, é algo que teremos de pesar no final de cada temporada.

Este ano, o Sporting parece determinado em fechar o mais rapidamente possível o dossier das contratações. Porque existe Euro, e isso inflaciona os atletas, porque existem Jogos Olímpicos que nos tirarão muitos jogadores e precisamos que os novos já estejam a carburar no princípio do campeonato, e porque existe a convicção de que ao melhorar as nossas opções, mesmo que a partir do banco, mais hipóteses teremos de atacar todas as frentes.

E para isso precisamos de 4 bons avançados, algo que não tivemos a época toda passada, 5 bons médios, 5 extremos, 8 defesas e 2 guarda-redes que nos possam dar garantia de segurança. Só assim, com o recurso da equipa B ali tão perto, poderemos almejar tomar todas as competições, como as europeias e Taças, como verdadeiras prioridades, para além de lutar pelo campeonato até final. Apesar do nosso crescimento na temporada passada, a verdade é que só tivemos uma alternativa a Adrien e William, não tivemos qualquer alternativa a Slimani e Téo (com as suas características) e o eixo da defesa demorou muito até se estabilizar verdadeiramente, já para não falar da não competição para Rui Patrício.

Tudo isto para reforçar, o mercado faz parte do futebol. Há quem o odeie, pela incerteza desta altura, há quem adore toda a especulação e a chegada de novos reforços, mas não existe como negar que vamos contratar novos jogadores e que vão chegar alguns até fechar o plantel definitivamente. Não vale a pena “manda a baixo” todo e qualquer nome associado ou contratado, sem se analisar verdadeiramente o jogador e qual a nossa necessidade de contar com o mesmo. Nem todos os recursos estão na equipa B, nem todos os jogadores a nós associados devem ser olhados com desconfiança, nem todos os jogadores com mais de 30 anos são contratações “à Carlos Freitas e Luís Duque”, nem todos os jovens que chegam são inferiores aos por nós formados.

A formação é uma arma importante do Sporting e continuará a ser, mas o ataque ao mercado para colmatar verdadeiras lacunas só pode ser visto como um complemento aos muitos jogadores da Academia que estão a fazer carreira com as nossas cores e que não param de chegar todos os anos, apesar dos constantes avisos de que Jorge Jesus ia destruir as pérolas da nossa Academia. Rezemos por Podence, Palhinha, Geraldes ou Gauld, para que vinguem na nossa equipa, mas também pelo Spalvis, Alan Ruiz, Sandro ou Douglas. Vão todos representar as nossas cores, existe espaço para todos, e o Sporting tem de continuar a crescer.  

 

*às quintas, a Maria Ribeiro mostra que há petiscos que ficam mais apurados quando preparados por uma Leoa