Hoje é dia de Taça. E dia de eliminar o Vitória. Tem de ser. O Sporting não se pode dar ao luxo de fazer o pleno de horrores numa semana. Ficar fora das competições europeias, perder um derbie e ser eliminado da Taça de Portugal. Dê por onde der, a equipa tem de mostrar estar à altura das ambições que nela foram projectadas esta época e sobreviver a uma semana simplesmente péssima em matéria de resultados. E desenganem-se os que acharem que vai ser fácil. Não vai. O nosso adversário sabe como “estragar” festas a equipas mais fortes e Couceiro não vai desperdiçar uma oportunidade para mostrar que conhece a máquina leonina e sabe como pará-la.

Segue-se o Braga, outro duelo pela sobrevivência. Outro jogo de dificuldade máxima, outra oportunidade para convencer os adeptos que as suas esperanças de sucesso este ano não são vãs, não foram hipotecadas pelos tais erros de scouting que agora todos conseguem destacar e prontificar-se para acompanhar ao Aeroporto da Portela. Dividem-se as opiniões sobre JJ, convergem no fracasso de contratações como Castaignos, Alan Ruiz, Petrovic, Meli e Markovic. Convergem ainda, por aclamação, na quebra de rendimento de Bryan Ruiz, na falência de Jefferson e nas saudades de João Mário.

Há quem “queira” contratar uma nova equipa, há quem “apenas” deseje 5 ou 6 novos jogadores, os mais comedidos escolhem 2 ou 3 contratações. Mas onde estamos todos de acordo é na extensão do plantel, que torna obsoletos os Elias nas sombras de Adrien ou vários Ruizes para a mesma função. Sim, há muito por onde “emagrecer” o custo deste plantel e não há muito espaço para ”novas oportunidades”. Muitas das contratações viram o seu espaço de evolução muito reduzido. Mas convém que tenhamos todos muita calma na hora de pegar no lápis e riscar o nome de jogadores. O que hoje parece sem brilho, pode estar a reluzir amanhã noutro contexto e não faltam exemplos no nosso clube de julgamentos prematuros, de jogadores a quem não demos espaço e muito menos tempo para mostrarem o que valiam.

O que acho mesmo importante, brutalmente mais significativo nesta fase que tentarmos encontrar os culpados dos maus resultados, é redobrar o apoio ao clube, à equipa, estando sempre que possível nas bancadas a cumprir o papel de adepto e no dia-a-dia a cumprir o papel de sportinguista. Defender o clube é importante. Viver o clube, apesar dos tempos menos bons, é importante. Não quebrar o ânimo e exibir o cachecol com a mesma paixão… é muito importante. Um esmorecimento coletivo é tudo o que o Sporting não precisa e acreditem numa coisa: a energia de todos, contagia as equipas, a paixão de todos impulsiona a superação de muitas dificuldades. Há muito caminho a percorrer e todos somos, em graus distintos, responsáveis pelo que geramos à volta do clube. Não quero voltar a um Sporting “válido” até uma data festiva qualquer, quero um Sporting vivo, e bem vivo, até ao final da época. E sou também responsável por essa crença de que somos capazes. Somos mesmo!

apoio

*às quartas, o Leão de Plástico passa-se da marmita e vira do avesso a cozinha da Tasca