Daniel Patrick Moynihan, Senador Democrata dos EUA foi um homem extraordinário em muitos sentidos e absolutamente vulgar em muitos outros. Revelou virtudes raras como a capacidade insana de trabalho, a prossecução intransigente dos objectivos que se propôs na vida ao mesmo tempo que dizia publicamente coisas completamente estúpidas que qualquer político inteligente e culto jamais diria. Nasceu em 1927 e morreu em 2003, teve uma carreira fulgurante, serviu na Marinha durante a Segunda Guerra Mundial.

Que lhe faltava enquanto político? Faltava-lhe uma cultura sólida, um conhecimento profundo da História e uma formação intelectual que lhe facultasse a formulação de críticas fundamentadas. Não considero que Moyhinan fosse intelectualmente desonesto mas, por vezes, era capaz de se convencer a si-mesmo e aos outros da veracidade de coisas inverosímeis. É muito citado nos EUA, um País que tem alguma coisa de que se orgulhar na sua História “recente”, ainda a caminho dos 300 anos mas, sem lá ter chegado por enquanto.

Há, no entanto, alguns ditos seus de grande sabedoria. Dos outros, é melhor nem falar… Aqui ficam dois exemplos do “melhor” e do “pior” de Moynihan:
“ Todos os seres humanos têm direito à sua opinião e a expressá-la, consequentemente, no entanto, ninguém tem direito a criar os seus próprios factos”.
“Os programas de assistência social continuados dos últimos 25 anos, são a causa directa da destruição da estrutura das Famílias Negras nos Estados Unidos. O desafio que se nos coloca agora que, as oportunidades são já iguais, é o de garantirmos que os resultados que eles venham a obter sejam também iguais aos nossos senão, nunca mais haverá paz social nos Estados Unidos.” De facto não há mas, não pelas razões “assumidas” pelo “inculto” Senador Moynihan que, parte do óbvio preconceito segundo o qual “os homens de raça negra são muito menos inteligentes que os brancos, especialmente, se caucasianos”. “Os brancos, se quiserem ter sossego, têm de dar aos negros dinheiro, educação e altos cargos” e o problema, depois de adoptada a metodologia, ficou resolvido, como está bom de ver, por todos os séculos dos séculos, ámen.

Os Americanos citam pérolas e citam “merda” o pior é que aplaudem sem discutir ambas as citações. Como “Povo” e como “Governantes” falta-lhes a cultura multimilenar que permite ao Homem que, sabe pensar, separar o trigo do joio. Montam-se sempre, voluntariosamente, na primeira ceifeira-debulhadora que esteja à mão e levam tudo à frente deles, recorrendo à força bruta. Depois, dizem “short legged lies” e acham que toda a gente engole o que dizem ao Mundo (de armas na mão e escarranchados em cima de ceiferas-debulhadoras).

Outra citação dele que a malta nos EUA se farta de fazer é a seguinte (sem tradução, por ser mais saborosa desse modo): “The great corporations of this country were not founded by ordinary people. They were founded by people with extraordinary intelligence, ambition, and aggressiveness.”
Esta afirmação é tão falsa quanto às Grandes Empresas que se tornaram “Instituições” nos Estados Unidos como, em Portugal, o é, relativamente a qualquer Instituição, pública ou privada, designadamente, nos casos que nos interessam, o do Sporting Clube de Portugal e o do Sport Lisboa e Mentiras, aquele clube mafioso que habita uma ETAR, no bairro periférico de Carnide.

Enquanto o Sporting foi fundado por gente com visão e uma estrutura cultural muito superior à do self-made man Americano, o Sport Lisboa e Mentira foi constituído para lutar contra o Sporting por gente que idolatrava “o sonho americano” do dinheiro fácil, do capitalismo selvagem e do liberalismo protestante e consequentemente, também, o recurso a quaisquer meios para chegar à concretização dos sonhos da matula: Derrotar os superiores seres de Alvalade que tinham valores e princípios e uma visão que os levava a querer ser tão importantes no Mundo como os maiores clubes Europeus da época e do futuro. Isto é, gente que pugnava pelo sonho da excelência em função do mérito e o sonho da evolução permanente através do Esforço, da Dedicação ao trabalho e da Devoção ao Clube cujo interesse se sobrepõe ao interesse das pessoas singulares que o integram.

Nós fomos fundados por um Visconde mas, não só. Estiveram envolvidos na fundação muitos outros jovens “sportsmen”cuja “actualidade” cultural e formação intelectual e moral configuraram o nascente Sporting como uma instituição altruísta. Os outros, os mafiosos da mentira, arranjaram um passaroco parecido com a águia Imperial Americana e adotaram a divisa dos EUA “E Pluribus Unum” numa clara alusão à fusão de clubes que não eram sequer de Lisboa o que, para os fundadores do “Mentiras” era em si mesmo um must: – acabar com a imagem saloia que esses clubes projectavam e mostrar que, também eles, tal como os fundadores do Sporting, eram de Lisboa e em Lisboa viviam. Ora bem “e da sopa que azedou rapidamente, se fez merda”. Pois continuaram a ser um clubzeco da periferia Lisboeta ao adoptarem o nome de “benfica” e mantiveram daí para a frente o profundo complexo face a gente que vivia em Lisboa e apenas dispunha do “Lumiar” para ter as suas “quintas” para Primavera e Outono pois, no Verão concentravam-se em Cascais e em Belas. Durante o Inverno, porém, dispersavam-se entre o Príncipe Real e a Lapa.
O pessoal do gatunos ajeitava-se entre Alcântara e Benfica mas, atenção, foram financiados por um Conde, oriundo da nobreza liberal.

Entre “Nós” e “eles” há de facto muito poucos pontos de contacto e aqueles que existem resultaram de erros que, amargamente nos causaram os piores e mais complicados problemas financeiros e de afastamento dos princípios e valores originais: – as Presidências do Bigodes, de Santana Lopes e de Godinho Lopes, Sportinguistas com mentalidade, formação moral e intelectual idêntica àquela gerada numa sargeta do bairro da Luz que continua assustadoramente a iluminar o percurso Histórico do Sport Lisboa e Mentiras desde o dia 8 de Setembro de 1908, data da sua efectiva fundação, a data em que foi celebrado o acto solene da sua fundação. A mentira, a dissimulação e a vigarice vem há muitos anos, não é dos últimos 40 anos. Que me lembre esta mentira da fundação em 1904 começou nos anos sessenta ao tempo da presidência de Fezas Vital.

Portanto, amigos preparemo-nos para o que aí vem desaguar a Alvalade dentro de três semanas. O Sport Lisboa e Mentiras vem representado por um presidente que é um presidiário e por inexistentes claques constituídas por homicidas, traficantes de droga e marginais de todas as naturezas. Isso leva-me a perguntar:
O Sporting Clube de Portugal é obrigado a receber em sua casa criminosos e marginais ou pode pura e simplesmente “dispensá-los” de cá virem? Pode pura e simplesmente invocar o risco de trazer grupos organizados de maltrapilhos em situação de plena ilegalidade e barrar-lhes a entrada, não cedendo os bilhetes ao Sport Lisboa e Mentiras? Eu se calhar cedia-lhes os bilhetes a 500,00€ cada e mandava-os fornicar. Em Alvalade é que não entrariam.

ESTE POST É DA AUTORIA DE… Mário Túlio
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