Este foi mais um fim de semana, em que não hove competição para as Juvenis sub17, devido aos compromissos das selecções de sub16 /(Torneio de Desenvolvimento da UEFA – de 13 a 18 de Fevereiro).

Duas leoas Joana Dantas (15 anos) e Margarida Caniço (16 anos) participaram neste Torneio de Desenvolvimento da UEFA para o escalão sub16, que Portugal venceu. Joana Dantas foi titular nas 3 partidas e marcou um golo frente à Escócia; Margarida Caniço foi titular nas duas primeiras e suplente utilizada no último encontro. Apesar das suas idades, Joana Dantas representam o Sporting nas equipas de Juniores sub 19 e seniores B.

Para a História ficam os resultados:
Portugal 3-1 Holanda
Portugal 4-0 Escócia
Portugal 1-1 Alemanha (4-5GP)

Já agora, de referir que esta competição e o estágio que a antecedeu aconteceram no interregno entre a 1ª e a 2ª Fase do Campeonato Distrital da AFL. E a salientar há o facto de o Sporting ter terminado essa primeira Fase na sua Série em primeiro lugar com o bonito resgito de 9 vitórias, 1 empate e Zero derrotas, com 95 golos marcados (média de 9,5 golos/jogo) e 5 sofridos (média de 0,5 golos/jogo).

Também a equipa B Senior não disputou o seu jogo da 18ª Jornada do Campeonato Nacional da 2ª divisão, Série D, em que receberia o U.F. Almeirim, uma vez que essa partida ficou adiada para o dia 3 Março (não tendo qualquer informação ou certeza, pasto do princípio que esse adiamentotenha sido pedido pelo Sporting e tenha a ver com a carga competitivba que tem sobrecarregado algumas das atletas simultaneamente das nossas equipas B e Juniores sub 19, que têm sido convocadas para os recentes estágios e jogos das selecções sub16, sub17 e sub19).

Assim, todos os jogos do nosso Futebol das meninas, raparigas e senhoras foram disputados no Sábado dia 23.
As primeiras a serem chamadas “à liça” foram as infantis, que disputam o Campeonato Distrital sub13, D2, Futebol de 7, Série 2, da AFLisboa, competição em que – é sempre bom recordar – a única equipa feminina é a do Sporting: E as meninas tinham, nesta jornada, uma tarefa bastante difícil, já que teriam de defrontar, fora de portas, a equipa de rapazes do Zambujalense, que está em 2º lugar da série.

No entanto, as leoazinhas fizeram um jogo extraordinário de rigor, entrega e superação (e de grande qualidade), tendo vendido bem cara a derrota por 4-3. Os golos do Sporting foram apontados por Carina , Lara e Filipa. Mas os parabéns são endereçados a todas e todos [atletas, tecnicos(as) e familiares] que têm contribuido para a excelência da formação neste escalão que compete em condições tão exigentes. Não deve ser fácil para aquela leoazinhas envergar a camisola verde e branca com o leão rampante com tanto orgulho e saber que será sempre muito difícil ganhar muitos dos jogos em que competem.

Só um trabalho mental e pedagógico de excelência de todos os que participam na sua formação (equipa técnica e familiares) e só um enorme amor ao seu clube do coração por parte das atletas lhes permite encarar com tanta seriedade, dedicação, compromisso, garra e, sobretudo, com tanta ALEGRIA e tão grande espírito de equipa, todos os jogos que disputam. Obrigado a todas e todos por tanto contribuirem para a grandeza do Sporting.

Durante a tarde do mesmo Sábado, as Séniores A receberam o Boavista e as Juniores sub19 deslocaram-se a casa dos rivais. Para a história ficam as “fichas de jogo”:
15:00: Futebol Feminino – Seniores – 17.ª jornada Liga BPI, Estádio Aurélio Pereira. Sporting CP 3 – Boavista FC 0. Os golos leoninos foram da autoria de Ana Capeta (avançada, 21 anos, 1.70m, Tatiana Pinto (meio-campo, 24 anos, 1.66m) e Solange Carvalhas (avançada, 26 anos,1.61m).
16:00: Futebol Feminino – Campeonato Nacional Juniores sub19 – Futebol de 9 – 17.ª Jornada – Fase 1, Série E: Campo n.º 2 Estádio SL Benfica (Lisboa) – SL Benfica 2 vs Sporting CP 2. Os golos dos Sporting foram marcados por Marta Ferreira (meio-campo, 16 anos, 1.64m) e Inês Gonçalves (defesa, 17 anos).

capeta-diana

Colocada em dia a informação sobre as competições das nossas equipas, permitam-me hoje realçar alguns aspectos que sobressaem da Conferência de Imprensa (?) do C.D. do SCP desta 6ª Feira e um outro realçado no Programa da SportingTV “Pressão Alta”.

Em primeiro lugar, a alusão do Presidente Frederico Varandas a que as jogadoras do futebol profissional feminino do Sporting, treinavam em condições precárias, num sintético cheio de buracos e em muito mau estado. Seria (se isso corresponder à verdade) caso para pensar por que razão tiveram, então, tão grande sucesso, nos dois anos em que tiveram tão más condições. É que foram 5 Títulos nacionais (todos os que disputaram) e 2 anos (55 jogos!!) sem uma única derrota!

Mas o mais grave é passar, mesmo que indirectamente, um atestado de incompetência a todas as equipas técnicas do projecto de Futebol Feminino do SCP. Porque, não só nunca apresentaram queixas da falta de condições, como, pelo contrário, afirmaram por várias vezes e em várias circunstâncias que recebia do Sporting condições de excelência para a profissionalização e a formação das atletas e que eram essa condições que estavam na base do sucesso. Alguém não falou a verdade e não acredito que tenham sido Nuno Cristóvão ou Mariana Cabral.

Em segundo lugar as alusões do membro do C.D. responsável pela Marca e Merchandising ao projecto de alargamento do Merchandising e de expansão internacional das EAS. O Sporting já tem EAS e protoclos de Formação em 16 países e 6 continentes e sub continentes. Seria conveniente esclarecer a que expansão EM CONCRECTO se referia, pois afirmar em C.I. de “balanço” dos primeiros 6 meses do actual C.D. o mesmo que já constava nas intenções expressas em Programa Eleitoral é pouco, muito pouco. De caminho, até poderia anunciar se iriam EAS para formação de futebol feminino, uma vez que, isso sim, seria um ótimo upgrade do que já existe.

Quanto ao alargamento do Merchandising, já “ficámos a saber” por post da Tasca do aparecimento de produtos Modalidades nas Lojas Verdes. Mas gostava , não só de ouvir isso da boca do responsável pela área, como também de conhecer o modelo para reforçar, ampliar e sustentar esse alargamento do Merchandising às Modalidades.

Em terceiro lugar, a alusão de um dos intervenientes do excelente Programa “Pressão Alta” que é transmitido nas noites de terça-feira na Sporting TV, o advogado Samuel Almeida, aos orçamentos de Sporting, de Braga e de Benfica no Futebol Feminino. O comentador frisou que se o Sporting tem orçamento de 500.000 mil euros, o Braga tem de 750.000 mil euros e o Benfica de mais de 1 milhão de euros. O outro comentador, o jornalista Rui Calafate, ainda acrescentou e coloca nisso as ajudas camarárias e outras como nas escandalosas arbitragens da Supertaça e da Taça de Portugal.

E ainda há alguns tasqueiros que acham que “esta não é uma questão relevante” (sic), que “o Sporting não tem nada que ver com os orçamentos dos outros Clubes” (sic) e que a “profissionalização da competição é uma falsa questão”. Mas, depois, são os mesmos que reclamam a contratação de jogadoras estrangeiras altas, atléticas e de melhor qualidade, que falam das arbitragens da Taça e da Supertaça deste ano e que falam de apostar na Formação. Como se essas jogadoras aparecessem nos campos da Academia por “geração espontânea” ou através de um “encontro imediato de terceiro grau”. E dinheiro para as comprar? E depois ter para investir na Formação?

É que nós temos (dizem as más línguas) as profissionais a treinar na Nossa Academia num sintético estragado e esburacado. Já outras, mais a norte, treinam de borla no Centro de Estágios Municipal junto ao Estádio Primeiro de Maio, onde jogam também de borla, enquanto a equipa Masculina da msma SAD treina de borla no mesmo Centro de Estágios Municipal e jogam, também de borla no novo Estádio da Pedreira, sobre o qual está pendente uma penhora por falta de pagamento da Câmara Municipal de mais de 100.000.000€ aos construtores (2004!!!). Por seu lado, as toupeiras do sul, treinam e jogam nas instalações do Atlético e do Casa Pia (acredito que pagando uma maquia razoável que aumenta o orçamento, ou quem sabe, pagando “em géneros”). E querem lealdade competitiva? Por outro lado, não há como pedir melhores arbitragens (e muito menos o VAR, como fez um elemnto do CD após o jogo da Taça) sem profissionalizar a competição.

Profissionalizar a competição significaria que:
– todas as equipas têm de ser sustentadas por Sociedades Comerciais (SADs e/ou SDUQs) sujeitas à regras das mesmas, ao Código Comercial e á supervisão independente (CMVM);
– a(s) competição(ões) passam para a alçada da FPFP (que deveria criar Secção própria), aos seus Regulamentos (definidos pelas próprias SADs e SDUQs, nomeadamente o número de estarngeiras e os empréstimos) e sujeitos aos órgãos jurisdicionais definidos;
– os quadros de arbitragem também teriam de ser profissionalizados:
– as SADs e SDUQs, a LPFP e a FPF teriam de criar uma moratória para dotar as competições de ferramentas técnicas e tecnológicas, em condições de igualdade, para auxílio à arbitragem na procura de uma maior Verdade Desportiva.

Em suma, implica criar condições para uma maior transparência, maior qualidade, competitividae mais leal (e, porventura, equilibrada), e mais verdade desportiva. Se a profissionalização, por si só garante tudo isso? Claro que não, e basta ver o que se passa nos Masculinos. Mas cria condições para tornar tudo isso possível. Ao invés, o amadorismo é a desculpa para todo o tipo de (forgive my english) sacanice.

Não deixa de ser estranho que dois comentadores de um Programa do nosso Canal televisivo consigam ter melhores ideias, mais concretas e mais bem definidas, do que aparenta ter actualmente o nosso C.D.

* às segundas, o Álvaro Antunes faz-se ao Atlântico e prepara-nos um petisco temperado ao ritmo do nosso futebol feminino