Foi com um misto de revolta e tristeza que tomei conhecimento de um documento emitido pelo CD do SCP sob o título “Visão estratégica 2020-2022 – Regresso ao Futuro”.

Essa revolta e tristeza é tão maior quanto, qualquer sócio que acompanhe com maior acuidade a vida económica do clube, verifica que os dados transmitidos se encontram desfasados da realidade plasmada nos documentos oficiais do Clube e da SAD.

E se é criticável a falta de informação credível adequada com que este CD tem brindado os sócios a “emissão panfletária ”de dados sem consistência e fiabilidade, que o mesmo é dizer não consentânea com a verdade é duplamente criticável e deve merecer por parte dos sócios uma severa repulsa a tal comportamento.

Sendo assim, não se alcança o objetivo e finalidade de tal mensagem, porquanto evidência que os seus “autores” tão pouco tiveram o cuidado de a suportar em dados constantes dos respetivos relatórios devidamente auditados e aprovados.

Chateia-me e não tolero a forma simplista como manipulam a verdade, de forma descarada e intolerável, como facilmente se evidencia de tal documento, querendo fazer de todos nós uns “mentecaptos/acéfalos” bem como um alvo de chacota no meio desportivo e social.

Mas ainda mais revoltante é que alguns órgãos de comunicação social destituídos de verticalidade e em total falta de escrutínio e contraditório se proponham ao frete de “espalhar ao mundo” tão ridícula situação e de alguns dos “novos pajens “, serodiamente, chegados ao CD do Clube, se lancem de um “pedestal” a anunciar a “boa nova” reforçada por mais uma aparição “televisiva” do mais alto responsável, sufragando a “cartilha” que alguns lhe forneceram, bem sabendo estes que a mesma não é conforme com a verdade, e que os fatos, a breve trecho, irão evidenciar de forma clara e evidente uma “covinada”.

Nesta abordagem, e enquanto tento arranjar tempo para abordar outras informações contidas no documento que são um verdadeiro atentado à verdade e à inteligência e respeito de todos os sócios, irei refletir sobre uma “balela” que consta da folha nove de tal “epistola” onde se pode ler a seguinte bravata:

Apesar das dificuldades de tesouraria e da enorme instabilidade causada pelo Ataque de Alcochete (e período subsequente), o Sporting CP conseguiu, nas 2 últimas épocas, assegurar vendas líquidas de compras num valor superior ao total acumulado dos 10 anos anteriores, sendo a nível mundial o 3º clube com maior receita. Em 2019/2020 o Clube atingiu o valor recorde de 92,3 milhões de euros (valor que inclui a contratação do treinador Rúben Amorim)”.

Lido e relida a mensagem, dela se colhe que a mesma é TOTALMENTE contrária, diremos mesmo, é a antítese da mensagem que este CD vem clamando há dezoito meses, assente na trilogia: “Alcochete”; “herança pesada” e “enorme deficit de tesouraria”.

Cria-me confusão – talvez por deficiência de formação em números, porquanto o que faço são umas contas de “merceeiro” – quando algum elemento de uma organização me fala em deficit de tesouraria, enquanto conceito que engloba as atividades das contas a pagar, contas a receber, fluxos de caixa e aplicação de recursos financeiros, captação e aplicação de recursos financeiros.

Em todas as organizações, por razões endógenas ou exógenas, expetáveis ou não expetáveis, as tesourarias sofrem problemas operacionais que exigem medidas de correção.

A questão é se essas medidas tem necessidade de levantamento de fundos externos à organização , criando divida ou, se por outro lado, a sua correção se pode fazer em termos de recurso aos ativos do balanço, o que parece ser o caso do atual conselho diretivo.

Retomando, o CD para suportar e dourar a “pilula” vai ao ponto de dizer que é o “melhor da cantadeira” nos últimos dez anos colocando-se em terceiro lugar, num ranking mundial de clubes, no que tange a receitas.

Depois, não se entende nem percebe a manifesta falta de seriedade intelectual e de respeito pelos sócios, evidenciando uma total “libertinagem” a utilização de dados não conhecidos, auditados e aprovados pelos sócios e auditores 2.

E muito menos a referência “inclui Rubem Amorim” ao nível mais baixo da retórica e propaganda balofa.

Isto porque não são explicadas as métricas de valor ali alocadas. Qual o montante em causa? Inclui juros ou outras obrigações decorrentes da operação?.

Mas retomemos à “balela” que está suportada no seguinte gráfico:

0002 (4)

0003 (2)
0004 (1)
0005 (4)
0006 (3)
0007 (3)
0008 (3)

ESTE POST É DA AUTORIA DE… João Gaspar
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