Única e exclusivamente por culpa da minha entidade patronal, tenho dificuldade em ir ver jogos a Alvalade. Insistem em não me pagar mais dinheiro por mês, o que me leva a controlar despesas. Ridículo, eu sei! Apesar disso, sempre que o grande Sporting joga pelo Norte, vou ao jogo.

O Paços de Ferreira não foi diferente. O que também não foi exceção, tratou-se da discussão, na bancada, do uso das bandeiras. Antes do jogo iniciar, a preocupação de muitos sportinguistas, era encontrar um lugar onde não fossem prejudicados pelas bandeiras das claques. Assisti inclusive a uma breve discussão entre um elemento da Torcida e algumas pessoas da bancada. O argumento de defesa é simples, “se querem ver o jogo sem distrações, vão para a central, aqui é para apoiar”. Claro que o contra argumento também é fácil de perceber, onde normalmente se realça o facto de não se conseguir ver nada do jogo e o bilhete foi pago com esse intuito.

O jogo começou, as bandeiras foram estiadas, o Sporting ganhou e viemos todos felizes para casa. Mas, sinceramente, acho que é um tema que merece ser pensado em coletivo. É um assunto interno, da nossa casa, que deixa muitos dos nossos desconfortáveis. Ou porque têm que defender o uso das bandeiras, ou porque têm que criticar a sua utilização.

Dificilmente é possível ter uma opinião demagógica sobre o tema. Ou aceitas as bandeiras, com toda a beleza e constrangimento que lhes são associadas ou simplesmente não aceitas e assumes uma vontade de ter uma curva despida mas onde toda a bancada consegue ver o jogo. Quando estou no estádio, sei para o que vou, logo aceito-as, mas prefiro não as ter. Adoro o Sporting e adoro futebol. Estar a ver o jogo é quase tão importante como cantar os 90 minutos. Este também um tema interessante de ser debatido: Como é que estás na curva e não cantas? Mas isto são outros rosários.

Se nos jogos em Alvalade o tema não pode ser colocado, porque tens um estádio inteiro por onde escolher, nos jogos fora a situação é diferente. A consensualidade de opinião não existe e provavelmente nem sequer uma maioria clara, mas porque não falar dele?

ESCRITO POR Adrien S.
*às quartas, a cozinha da Tasca abre-se a todos os que a frequentam. Para te candidatares a servir estes Leões, basta estares preparado para as palmas ou para as cuspidelas. E enviares um e-mail com o teu texto para [email protected]