E ao segundo jogo apitado por Luís Godinho, segundo empate repleto de queixas para o Sporting. Os leões estiveram longe de uma noite brilhante, mas o que fizeram chegaria e sobraria para ganhar com uma arbitragem isenta

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E este que vos escreve, até dá de barato que o golo de Coates pudesse ser anulado por falta sobre o guarda redes. Não, não acho que seja falta, até porque aquela falta jamais seria marcada a meio campo numa disputa de bola a três, como aconteceu. Mas, respeitamos o critério de que Sebastião incomodou a acção do redes com o braço.

Essa foi apenas a cereja no bolo amassado por Luís Godinho, árbitro presente nos dois únicos empates consentidos na Liga até ao momento pelo Sporting. No anterior, frente ao FC Porto, Godinho não marcou um penalti de Zaidu sobre Pedro Gonçalves que todos viram com recurso ao VAR. Não expulsou Zaidu por agressão a Porro, se a memória não me falha, nem Otávio por entrada igual sobre Coates. Ontem, além de ter anulado o golo ao capitão leonino, Godinho ainda expulsou Pedro Gonçalves de forma patética, mostrando-lhe o segundo amarelo numa falta a meio campo que agora o sistema tenta transformar numa expulsão por ter chutado a bola em desacordo com a decisão do árbitro. Pelo meio, ficaram no bolso os segundos amarelos a Pereyra ou Riccieli, uma questão de intensidade, claro.

Sim, é verdade que o Sporting não fez um jogo brilhante, é verdade que falhou um penalti, é verdade que sofreu o primeiro golo num erro inaceitável de Adan, até é verdade que chegou menos vezes do que o normal à baliza de um Famalicão que só pensou em destruir, dar porrada – pó de Palhinha, que se tu esse dado um terço das que levou tinha sido expulso duas vezes – e retirar profundidade ao jogo do Sporting.

Mas também é verdade que os Leões souberam criar oportunidades, fosse de bola parada, com Fedal e Coates em destaque, fosse de bola corrida, com destaque para aquele lance em que João Mário atira para o País de Gales já dentro da área. O mesmo João Mário que foi empurrado dentro da área, de forma clara, numa altura em que o VAR Soares Dias tirava uma poeira que lhe havia entrado para os olhos (
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Antes disso, dois golaços, primeiro por Peter Potter a dançar entre três adversários antes de concluir em jeito com o pior pé (se é que o tem), depois por Pedro Porro, à bomba, num livre cruzado mesmo em cima do intervalo. O empate, esse, surgiria em cima dos noventa, já sem Potter em campo e Luís Godinho a piscar o olhos a todos aqueles que dirão que o Sporting se pôs a jeito.