Eu da conversa sobre o Viktor Gyökeres percebo pouco, mas de voleibol até me vou orientando. Por aqui vai!

O Sporting anunciou um novo coordenador para o voleibol, e eu admito que não estava à espera desta nomeação. Até acho que o caminho do Afonso Seixas seria da saída e não aumentar competências. Passo a explicar o meu racional:

Parte 1:

O Sporting CP o quando optou pelo Paulo Cunha como diretor foi atrás da gestão desportiva de topo. Alguém que, apesar da falta de CV no voleibol, sobrava academicamente e na gestão em desporto. Se calhar serei demasiado redutor, mas tenho para mim (e aplico nos meus Clientes) que a gestão tem duas máximas básicas que servem para todos os negócios: Processo e Pessoas.

Claramente o Paulo Cunha deixou a primeira parte tratada e estava a começar a mexer na segunda de forma mais efetiva. Não deixaram! Dou por mim (quaseeeeeeeeeee) a ter pena do Miguel Afonso. Como quaisquer pessoas onde o carácter é de pouca utilidade, este saiu sem que nada fosse comunicado por quem ficou com os louros do seu trabalho. Até o André Paulo teve uma despedida! 

Apesar da suavidade da sua saída no final de junho, ainda foi (felizmente) a tempo de tratar da próxima época e não deixar que os estagiários da comunicação fizessem uma cagada definitiva com a apresentação da Ozzy. 

Parte 2:

Hoje fomos brindados com a apresentação do Afonso Seixas para diretor. E até começa bem assumindo o óbvio:

“A época já estava programada e planeada, a intenção é acrescentar e valorizar tudo o que foi feito. Foi tudo planeado com o maior rigor e estamos com muita expectativa, tanto na equipa principal feminina, como na masculina.” Ou seja, está tudo feito e bem feito, por isso mexer é estragar. Sábias palavras que deixam, novamente, a pergunta no ar: Porque car*lho é que saiu o Cunha?

No seguimento da entrevista tem mais dois pedaços de textos que são explicativos das minhas dúvidas em relação à sua competência para o cargo. Claro que defende o seu CV, e bem, mas depois diz:

“A nossa expectativa é, naturalmente, fazermos uma temporada tranquila, segura, compacta e consistente porque teremos equipas para que assim seja.” A parte do consistente eu percebo, mas tranquila, segura e, especialmente, compacta eu não faço ideia o que significa. O Bernardinho Resende fala, precisamente, no desconforto para o sucesso. Especificamente da parte do “compacto” deixo para o Cherba explicar que ele é mais inteligente que eu.

Por fim um pequeno contexto histórico de curto prazo para a seguinte citação:

“Espero conseguir capitalizar essas minhas experiências nesta nova função e conseguir trazer esse conhecimento da modalidade, dos campeonatos e dos campos para a coordenação e organização do nosso voleibol”. Recordo que foi adjunto do Gersinho, criando com ele 2 equipas de raiz, ambas dececionantes. Um adjunto que ficou nas funções depois do seu líder ter sido corrido (sem falar no lapso da formação no seu primeiro jogo enquanto interino). Por isso, quando me dizem que o adjunto que o João Coelho não manteve na equipa e que está ligado às últimas épocas da equipa masculina vai ser diretor, eu fico com dúvidas. 

Sim fico.

 

*quando vê uma aberta no meio campo adversário, o Adrien S. puxa a bola bem alto e prega-lhe uma sapatada para ponto directo.