Hoje, Dia de Portugal e para mim, de Camões, também, tinha pensado fazer um “post” sobre Jorge Jesus e o Sporting. Pensei em fazer uma análise swot, em escamotear pontos fortes e fracos, riscos e oportunidades, tentando perceber em que nos estamos a meter e qual a probabilidade de sucesso da operação. Mas, não. O que hoje me trás à tasca é outro tema, um tema importante e urgente.

Estou farto do tema “Jorge Jesus”. Toda a semana pensei, virei, revirei Jorge Jesus na óptica da decisão de o contratar. Comecei com raiva, como é apanágio das cores do meu perfil psicológico, senti-me emocionalmente traído, achei que a política da Direcção ia por água abaixo, por causa de uma só decisão que, Bruno de Carvalho (tal como eu faria no lugar dele) tomou no calor dos eventos, agarrando uma oportunidade única de enxovalhar seriamente Vieira e de plantar melões aos milhões no fértil terreno agrícola da massa cinzenta da mais ilustre Lampionagem. Fiquei em brasa, vociferei aos quatro ventos, jurei não voltar a Alvalade enquanto Jorge Jesus fosse treinador da nossa equipe. Pintei a manta, aqui, no Facebook, por e-mail para a Família e saí de casa num repente, deprimido, com a sensação que a Primavera Sportinguista caminhava rápida e desenfreadamente para um Outono castanho, cheio de vento e chuva. Fui ao multibanco pagar as quotas de sócio do meu novo Neto e quedei-me pelo café da Aldeia a pensar. Alinhei a reflexão com a mira dos factos, lembrei-me de João Costa e das medalhas conquistadas no certeiro tiro a 200, a cinquenta e a dez metros. Tomei um café e vociferei com os Lampiões da Aldeia quando me abordaram sobre o tema. No Café que, é propriedade de um Sportinguista, onde me sento todas as manhãs, aproveitando para sujar as mãos e a mente com o Rascord que, deixei de comprar há anos. Abri, contrafeito, o Jornal e percebi que a Lampionagem institucional estava em pânico, desesperada e enraivecida. Sentia-se “encornada” e de cusinho apertadinho berrava pela cloaca disponível.

Percebi o peso institucional da contratação de Jorge Jesus, entendi a intenção subjacente dos media em denegrir a imagem de Bruno de Carvalho, por causa da decisão tomada, senti-lhes o pulso e a raiva, a humilhação do telefone desligado de Jesus, de Vieira sentado no avião, já na pista, de Jorge Mendes em Paris com promessas por cumprir e impossíveis de cumprir e disse : Porra! Só por isto vale a pena. Estão borrados de medo. Viram a face do Poder do Sporting que tentaram denegrir e destruir, em vão, todos estes anos. Pinto da Costa, de atónito, deve estar internado no Porto, algures numa clínica veterinária, a cuidar duma apoplexia. Não agiu a tempo, como teria feito há dez anos atrás. Está de facto acabado o ciclo e não é tão cedo que a retoma, para os tripeiros, virá a ter lugar. Efectivamente, a questão centra-se agora entre Nós e o Benfica e Bruno de Carvalho deu uma forte machadada na imagem de Vieira, uma machadada que a comunidade de Carnide jamais esquecerá.

Entretanto foram chamados à liça, por Vieira, os aliados “inúteis” e os “prejudiciais” e de entre todos, especialmente aqueles que já padecem de demência senil. José Roquete, perdeu as estribeiras, tal como Dias da Cunha, a quem atirou, mais uma vez para os cornos do bicho pois é ele quem surge no fim, a rabejador, com as mãos sujas de areia e esterco da arena. Por mais que lave já não as consegue limpar, principalmente, depois dos terrenos que gamou ao Sporting. De permeio, Pires de Lima, como Primeira ajuda, Isabel Trigo como Segunda, Vasco Lourenço, lídimo representante do Conselho da Revolução, trazia no braço, ainda, a sua incompetência de talhante que, não conseguindo cortar a carne quando pôde, assoma à porta de avental. Abranches Ferrão? Esse pode ser o director da corrida, oscilando entre a ingenuidade típica dos burros e a senilidade demente de Roquete. Homem sério, vertical, Sportinguista dos quatro costados, como poucos, deixa-se arrastar pelo folclore, revelando uma falta de discernimento confrangedora, para um homem da sua estatura intelectual passada. Pires de Lima? Quando sair do Governo, volta a não contar para nada, como de costume. Santana Lopes (ia-me esquecendo dele) esse, responde, “nim”. Espertalhão, calculista, espera sentado que o vento venha e levante a saia da pequena. Só então, quando estiver certo que a as pernas não são as da Golda Meir (por causa do par de tomates que a mulher tinha) ou as da Thatcher, então há-de vir a terreiro. Olha quem, sair detrás do burladero com o boi em pontas. Nem que estivesse embolado.

Fez-se-me luz no espírito. Bruno de Carvalho está sob bombardeamento mais uma vez. Demonstrou-lhes que lhes é superior. Que tem uma estratégia já eles sabiam, que passava por destroná-los, suspeitavam que, estava em ponto de rebuçado e era para pôr hoje em prática, desconheciam. O boi tem seiscentos e cinquenta quilos. Não lhe espetaram um par de bandarilhas em sorte de gaiola, à saída dos curros, estavam convencidos que era um “manso perdido”, enganaram-se, saiu-lhes um Miura em pontas. Um derrote valente e os forcados voaram para junto das vacas onde também estão os campinos.

As hostes inimigas, sentem-se:

a)Ludibriadas; b) humilhadas; c) frustradas e têm medo. Mas, medo de quê? Jesus não é Mourinho. Com as equipes que teve à disposição no Carnide devia ter feito 6 triplets em seis anos; devia ter conquistado a Liga Europa, pelo menos uma vez. Nada disto escaparia a Mourinho, fosse ele o treinador. Pois é. Têm medo de se ver afastados do título, novamente, por mais uma década e voltar aos velhos hábitos de estádio vazio e têm, principalmente, medo de outra coisa. De que poderá ser? TÊM MEDO DA INFORMAÇÃO de que Jorge Jesus dispõe. Têm medo daquilo que Bruno de Carvalho possa vir a fazer com ela nos próximos anos, têm medo das consequências das falcatruas e burlas que cometeram e que receiam ver denunciadas em sede própria. Podem ter a certeza que Bruno de Carvalho não vai ficar sentado à espera.

Finalmente a corja treme com medo do Sporting. Jorge Jesus, de aliado fundamental, de parceiro de negócio imprescindível, confidente de vitórias escuras e jogadas de bastidores, de testemunha de burlas e furtos, de conhecedor de fugas ao fisco e métodos de gestão danosa, transforma-se, na mão de Bruno de Carvalho, no contrapoder necessário ao equilíbrio das forças. Sabe muito, não gosta que façam dele parvo e as vigarices e crimes, levam vinte anos a prescrever. Orelhas, ouve lá esta, como não manifestaste qualquer arrependimento no julgamento em que foste criminalmente condenado a 20 meses de prisão por roubo, isto é, por furto qualificado com violência, desta vez ninguém te suspende a pena, não te esqueças de um baralhito de cartas para a bisca com o teu colega Azevedo.

Do ponto de vista do fim da impunidade dos criminosos portugueses Jorge Jesus pode ser pedra angular nas investigações da PJ. Será que vão chegar à maldita e “nefasta” polícia de investigação criminal informações que “liguem” entre si alguns pontos que, para já, nada têm a ver uns com os outros? Não sabem o que vai acontecer mas, sabem o que pode acontecer-lhes e borram-se de cagaço. Finalmente, a associação de malfeitores questiona-se. Até que ponto está Jesus ao corrente? Ricardo Salgado também não sabia tudo mas, o facto de Sócrates permanecer enjaulado, em Évora, persiste. De amigos a compadres do antigo presidente socialista e também antigo primeiro ministro de Portugal, tem ido de tudo na enxurrada. Salgado, por seu turno, está em casa, a fumar cubanos e a ver os anéis a escaparem-se-lhe e a desaparecer enquanto, porém, a carteira foi a tempo posta a recato algures no vasto Mundo e vai assegurar-lhe uma velhice, como nenhum outro Português poderá desejar ter.

Eles perceberam que se está a anunciar o fim de um ciclo no futebol Português, o fim do ciclo deles e o pior é que não criaram outro tipo de armas, senão aquelas que a corrupção disponibiliza. Vieira interroga-se sobre a vantagem de continuar ligado a Pinto da Costa e este, enraivece-se perante a estupidez e a cupidez dos dirigentes Benfiquistas. Será que o Trio de Ataque na próxima semana terá um lugar vago ou a participação de Gomes da Silva será assegurada, a partir de Évora, por vídeo-conferência? Ruizinho, pensas que escapas? Estás muito enganado, quando Vieira fôr pelo esgoto abaixo arrasta o resto da merda para minimizar os estragos. Parece burro não parece? Mas não é. O que ele é sabes tu e sei eu: – um refinado traficante de pó com uma dependência forte da prática de crimes sucessivos. O “patrão”, com aquele bigodinho de esfregar o convés, é um “serial criminal”, uma aventesma que não sabe parar e de quem a PJ vai estar à espera logo que conheça o “onde” e o “como”.

Cá estamos para ver. Uma coisa é certa. Com Bruno de Carvalho não voltam a dormir sossegados. Hão-de ficar no escuro, de olhos arregalados à espera que a PJ lhes bata à porta a qualquer momento. Vão ser assim as vossas noites de Segunda a Domingo, até se esquecerem e pensarem que o “Papão” já não vem. Só que o Papão há-de vir mesmo.

Bem, acabei por falar de novo em Jorge Jesus mas, desta feita, num apoio racional e incondicional à decisão do nosso Presidente. Só ele nos últimos 35 anos soube identificar e lutar pelo Verdadeiro Interesse do Sporting Clube de Portugal. Merece o nosso reconhecimento e apoio incondicionais

Vou-me alargar num segundo post, relativo ao assunto que me trouxe hoje aqui.

 

ESCRITO POR Mário Túlio

*às quartas, a cozinha da Tasca abre-se a todos os que a frequentam. Para te candidatares a servir estes Leões, basta estares preparado para as palmas ou para as cuspidelas. E enviares um e-mail com o teu texto para [email protected]