A pergunta não foi propriamente esta, mas o foco de Miguel Cal deverá estar muito em encontrar uma resposta. E quem é Miguel Cal?

Miguel Cal é o responsável pela área do marketing e de operações da direcção de Frederico Varandas que, quando da apresentação do dito Miguel, afirmou que «Não vemos isto como um custo, mas como um investimento. Para Miguel Cal é expectável aumentar em cerca de 10 milhões de euros as receitas da marca Sporting. É o valor que nos atrai, é o nosso objetivo e é por isso que vamos batalhar”, começou por referir, depois de explicar como pretende potenciar o ecossistema Sporting no futuro.

Durante a apresentação da estratégia, Frederico Varandas fez alusão aos espanhóis do Atlético de Madrid, sublinhando mesmo que a capacidade de gestão dos ‘leões’ é superior à dos ‘colchoneros’. “O Atlético de Madrid Não tem mais sócios nem modalidades. Nós temos a capacidade elástica de crescimento superior à do Atlético, à gestão de hoje e a âncora que determina o sucesso é a performance desportiva”, argumentou, deixando claro que o plano para aproximar os sócios ainda mais ao clube tem 40 momentos delineados e passaria, muito, pela criação de experiências inexistentes nos dias de hoje (nota da Tasca: um exemplo é o que o Museu tem feito, abrindo as portas, uma vez por mês, à possibilidade de experimentar uma das nossas modalidades. Hoje é dia de pular numa cama elástica).

Mas Miguel Cal já tinha dado um ar de sua graça na Tasca. Foi num hoje escreves tu, intitulado O Futuro do Sporting Somos Nós que Definimos (podes clicar aqui, para recordar), onde o Miguel dava a conhecer um estudo que, em conjunto com Ricardo Farinha, tinha elaborado.

“O futuro do Sporting começa por todos nós”, assim se designava o estudo, incluía prioridades para o curto prazo (“Desafios imediatos”) e para o médio e longo prazo (“Batalhas de Leão”). E deixava notas interessantes como alusão à condição de “Ser Sporting”, a forma como a comunicação pode contribuir para a valorização de jogadores e do próprio Clube ou a necessidade do Clube ter de estar na vanguarda do desenvolvimento ético do futebol português e de existir uma defesa permanente da identidade do Sporting, sendo essa identidade o elemento aglutinador, integrador e mobilizador dos sportinguistas.

Ora, o nosso amigo Miguel tem, hoje, a possibilidade de passar das palavras à prática e de contribuir para esse futuro assente em todos nós. E na edição do Jornal Sporting desta semana sublinha o que já começou a ser feito, deixando a porta aberta para o que está por fazer.

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Aproveitando o momento, deixo-vos, também, até porque a manhã está de chuva e convida a uma leitura enquanto aguardamos pelo arranque das emoções, uma longa entrevista que Miguel Cal deu ao Record e onde, entre muitas outras coisas
– falou sobre se é possível criar valor sem ser campeão;
– sobre a gestão das expectativas dos miúdos que estão na Academia;
– das reuniões com directores do Arsenal, Chelsea e Barcelona para comparar com o que é feito no Sporting;
– da necessidade de profissionalizar a área de Social Media;
– de quão importante é a recolocação da Loja Verde dentro do Estádio José Alvalade;
– da criação de uma fanzone;
– da estratégia para encher o João Rocha e da possibilidade de existir uma gamebox transversal a todo o universo Sporting;
– da possibilidade de criar valor a partir do fosso;
– da expansão e globalização da marca Sporting;
– confirmou que o Sporting tem 170 mil sócios, sendo 80 a 90 mil pagantes
– afirma não ter visto nenhum indicador do propalado desvio de verbas da SAD para o Clube

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